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Direito Digital: evolução da sociedade demanda atualização jurídica



Vivemos em uma era em que a tecnologia se entrelaça com cada faceta de nossa vida cotidiana. Para se ter uma ideia, 84% da população brasileira com 10 anos ou mais se conectou à internet em 2023, como mostra pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, o Cetic.br.


Nesse cenário, compreender os direitos e responsabilidades no ambiente online se torna essencial. Isso vale tanto para a população em geral como para profissionais do mundo jurídico. Por isso, neste conteúdo, vamos abordar o Direito Digital.


Identificação e avaliação de riscos digitais


Há desafios importantes que devem ser superados no mundo digital. No entanto, para lidar com eles, é preciso que haja uma compreensão melhor de cada um.


Privacidade e segurança de dados


Os usuários de internet se deparam com uma grande variedade de riscos que exigem uma análise meticulosa. Além das ameaças comuns, como a coleta indiscriminada de dados pessoais, é crucial dedicar atenção extra a questões como a vulnerabilidade das informações em transações online.


Cyberbullying


Outra questão que merece atenção nos tempos modernos em relação ao Direito Digital é o cyberbullying. O assédio no mundo digital exige atenção no mundo jurídico porque não apenas é necessário puni-lo, mas também é essencial desenvolver medidas práticas que possam ser adotadas para combater esse fenômeno.


Direitos e proteções


O mundo jurídico deve estar atento para assegurar os direitos digitais de todos. Entre aqueles que precisam ser mantidos estão:


Privacidade e proteção de dados


Todas as pessoas devem controlar quem pode guardar seus dados pessoais. Além disso, precisam conseguir eliminar essas informações a qualquer momento que assim desejem.

Há diferentes riscos para que essa liberdade seja exercida, como a apropriação de informações individuais indevidamente e o uso delas para a obtenção de lucros.


Esquecimento


A Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, garante aos brasileiros o direito ao esquecimento. Ou seja, as pessoas devem poder remover as suas informações privadas de pesquisas realizadas na Internet, dos bancos de dados e diretórios.


Anonimato


É válido ressaltar ainda que as pessoas têm direito ao anonimato no mundo digital. Mesmo que a criptografia em informações seja possível, é fundamental que haja atenção constante para que não haja nenhuma interceptação indevida ou que essa ação seja punida.


Propriedade intelectual


É preciso buscar sempre assegurar o reconhecimento dos autores sobre suas obras artísticas ou literárias e o direito de serem remunerados pelo uso do trabalho deles.


A proteção a menores de idade, a liberdade de expressão, informação e comunicação, além do acesso universal e igualitário, também figuram entre direitos que precisam ser protegidos.


Contratos online e termos de serviço


A análise crítica de contratos online é uma habilidade crucial que muitas vezes é subestimada. O Direito Digital deve se aprofundar nesse aspecto não apenas a fim de oferecer orientações gerais, mas também precisa prover um conjunto de ferramentas práticas para os leitores.


Isso pode incluir uma lista de verificação para identificar cláusulas potencialmente prejudiciais, exemplos de linguagem ambígua e casos nos quais a falta de atenção aos detalhes contratuais resultou em implicações legais significativas.


Aliás, quanto às implicações legais, mergulhar em estudos de casos específicos proporciona uma compreensão mais rica das consequências reais de não cumprir os termos de serviço.


Examinar disputas judiciais nesse segmento propicia uma leitura crítica e informada a advogados, que, por conseguinte, aumentam o próprio conhecimento para orientar seus clientes em escritórios de advocacia ou em um departamento jurídico.


Questões jurídicas específicas do ambiente digital


Um dos desafios prementes do Direito Digital é proteger a propriedade intelectual online. Em tempos de inteligências artificiais generativas, por exemplo, esse é um tema que está muito em voga.


Outra questão relevante para o mundo jurídico que é indissociável do ambiente digital é a responsabilização por conteúdo online. Os problemas causados por notícias falsas que se alastram rapidamente pela internet são a amostra de uma situação impossível de ignorar para o ambiente judiciário.


Propriedade intelectual online


A proteção da propriedade intelectual assume uma relevância central no mundo digital, onde a criação e disseminação de conteúdo ocorrem em uma escala sem precedentes.


No âmbito do Direito Digital, além de um aprofundamento sobre leis que regem esse segmento que deve ser protegido, é válido um estudo sobre estratégias proativas para proteger ativos digitais.


Isso inclui o papel crescente das tecnologias emergentes, como NFT e blockchain, que colaboram para proteger autores contra o uso indevido de suas obras.


Responsabilidade por conteúdo online


A responsabilidade legal e ética ao criar e compartilhar conteúdo online é uma área complexa que exige uma exploração minuciosa.


A responsabilização das plataformas digitais, desde a moderação de conteúdo até a implementação de políticas específicas, é um aspecto que vem ganhando proporção e demanda atualizações constantes de escritórios de advocacia e qualquer departamento jurídico. O debate jurídico sobre notícias falsas, ou fake news, segue em alta também.


Mais recentemente, decisão do Supremo Tribunal Federal sobre responsabilização de veículos de imprensa por informações equivocadas transmitidas por seus entrevistados também conquistou enorme repercussão. Por isso, merece o acompanhamento de profissionais jurídicos que querem se manter antenados a respeito da comunicação online.


Em um mundo cada vez mais digitalizado, o Direito Digital emerge como uma bússola essencial para que advogados orientem seus clientes no mundo em rede. Ao compreender os riscos, direitos e responsabilidades no ambiente online, os contratantes podem não apenas se proteger, mas também contribuir para a construção de um espaço digital seguro e ético.


Texto retirado do site da Thomson Reuters

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